sábado, 21 de novembro de 2009

Apenas uma passagem...



Queria que fosse eterno
Mas não foi
O destino não quis assim
Me sinto uma estranha
em minha própria casa
Caí na armadilha
Eu sabia que isto poderia acontecer
Este era o meu grande medo
mas tentei...juro que fiz o meu melhor
mais uma vez...ela vem...
a perda
Como tenho convivido com esse sentimento
Quantas perdas!

Não queria que fosse assim
mas quem sou eu diante do destino
Implacável
Diante dele só me resta ajoelhar e me render

Não posso mudar o que feito está
nem queria nem faria diferente
Fiz o que a minha Alma pediu
procurei ser inteira
E minha atitude será sempre coerente com o que penso
Se é certo ou errado
não posso responder
é o que acredito

Sofro e pago um preço alto por isto
mas não posso e não quero negar o que sou

Não importa se o tempo foi curto
o que vale é a profundidade dele vivido
e apreendido

Nada posso sobre os pensamentos e julgamentos do outro
O que vale é o meu julgamento
o que penso de mim mesma
mesmo que isto importe em sofrimento
que eu tenha que me afastar

Vou continuar minha caminhada
e pelas encruzilhadas da vida
quem sabe não reencontro meu caminho?

Que a perda seja só minha!
E cumpre-se a profecia:
"Você é uma promessa...mas será que você vai aguentar?"







sábado, 14 de novembro de 2009

O Portal



E nas minhas andanças
Vejo o grande portal e do outro lado
Uma imagem tão conhecida
Abre os braços e me acolhe

Naquela chapa metálica
Deixo ali minhas dores
Meus sonhos
Meus desejos

Reverencio os dois lados
O que desagrega os meus males
E o que agrega as energias positivas

Ali com as mãos postas voltadas pra baixo
Minha mente é nada
Nada espero
Só peço a Misericórdia

E quando transpasso aquele espaço
O segundo-eternidade da minha vida
É nada
E tudo é nada
E o nada é tudo


domingo, 8 de novembro de 2009

Cristina



Uma mesa forrada com toalha branca, um copo d'água e uma rosa branca. A música no fundo era suave. E eu de olhos fechados fui me deixando levar por aquela música, e por todo clima já preparado para aquela hora sagrada.
Imagens e sensações começaram a acontecer.
Visões e sensações.
A tenda era grande, armada numa rua de pedras roliças, embaixo homens altos, vestidos com túnicas coloridas e um chapéu na cabeça. Lembro de um especialmente, muito alto.
Havia mulheres mas não as via bem.
Havia bebidas, comida e danças.
Todos estavam muito alegres. Era uma festa, e feita na rua sob a tenda branca...
E eu, jovem, segurando a barra do vestido corria por entre as pessoas....e alguem corria atrás de mim..numa brincadeira deliciosa, mas eu não via seu rosto.
Sentia que você estava feliz tambem. Mas não via seu rosto.
A felicidade e a alegria que nós sentíamos era imensa.
Ria muito naquela brincadeira.
Passava por meus olhos frases escritas inteligíveis para mim.

- Qual o seu nome? perguntavam
- Cristina.
  Eu pensava mas não respondia.
 Perguntavam novamente:
- Qual o seu nome?
E nomeu pensamento só surgia esse nome: Cristina, mas não dizia.
Como dizer um nome tão comum! Isto é coisa da minha cabeça...pensava eu.
- Quem é você?
- ...
- O que você está vendo?
- Não sei. Tem algo escrito mas não são letras comuns. São ilegíveis
Meu Deus, estou sonhando? Não! Eu sei que estou aqui e o que faço aqui.
Mas aquela sensação de alegria dentro do meu peito era maravilhosa e não se dissipou.
De repente, tudo mudou.
Uma multidão olhava para cima, havia uma construção como que um castelo de pedras, com uma sacada. Um Rei . Uma flecha ou uma lança o atingiu e ele tombou de lado no seu trono.Todos ficaram assustados.
Eu só olhava, como quem estivesse à parte de tudo aquilo.
Aparece uma sala real.
A sala era vermelha e preta.Suntuosa. Como que revestida de madeira com almofadões vermelhos.
Um trono de veludo vermelho...vazio.
Não sentia nada....era só um fato.
E voltava a sentir a sensação de felicidade e alegria, daquela brincadeira de criança, correndo de alguém que existiu....mas que não me foi permitido ver seu rosto.

Cristina...

A sensação de felicidade ficou por toda a semana.
Fui ou Sou Cristina.
Em vidas passadas ou ....em um Universo Paralelo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

FINADOS


Perdi meus pais em sete meses.Minha mãe morreu por amor...não agüentou a dor.
Passei pelo luto como podia, dias chorava, dias cantava.
Queria visitá-los pra tomar o café da tarde conversando,
Queira ligar pra minha mãe e contar as últimas notícias,
Queria sair com ela, tomar uma cerveja com ele,
Não podia mais...
Saía de casa para ficar em seu túmulo conversando, afinal como eu podia não ir ver meus pais?
Então eu ia “vê-los"!
E voltava pra casa chorando pelas ruas floridas,
Prometendo a mim mesma que não voltaria mais lá,
Mas voltava.
Até que um dia vi um rato!
Minha mãe morria de medo do rato e na minha loucura procurei frestas em volta do túmulo pra ver se o rato poderia de alguma forma entrar ali,
Naquele momento senti que era inútil!
Não os defenderia mais.
Eles não precisavam mais de mim.
Continuariam sua caminhada independente de mim.
Saí de lá e não voltei mais.
Pra que flores?
Pra que rezar em túmulos?
As flores, as orações, o amor está dentro da gente.
E eles com certeza não estão mais lá!!!!

domingo, 1 de novembro de 2009

BÁRBARA




Bárbara!
Um nome, uma gíria, um elogio.

Nome que invoco quando os raios riscam os céus
Valei-me Santa Bárbara!

Mente aberta, cosmopolita
Por fora uma mulher comum
Por dentro uma mulher furacão


Chegou, e se guardou no meu coração
Mansa e feroz
Mulherona, Menininha
Sorrisão aberto, abraço gostoso
Da boca a voz doce e meiga pode sair uma gargalhada gostosa 

ou um tremendo palavrão
Como uma boa BAR... BARA!

Bárbara!

Santa Bárbara!
Amiga Bárbara!
Você é Bárbara!
Quero ser Bárbara!!!


FAGULHA....



Ele fala com carinho
Agradecido...
Fala da dor, da angústia, da melancolia....do interior turbulento...
O azeite, meu amigo, é fruto da prensa...
A leveza é fruto de muita dor, de muita angústia e de muita melancolia.
Mas só o tempo, companheiro amigo e traiçoeiro, permite que saibamos viver.
A ferida se fecha.
Os cacos são colados.
E a vida se torna tão significativa.
Experiências...todas são bem vindas.
Quero mais. Isto é vida!!!
A podridão tá aí, e daí?
Sempre esteve mesmo.

Que o Rio leve esse mineiro ao Mar,
Que as águas salgadas de Iemanjá o abençõe!!!

E que os ventos soprem suavemente nas fagulhas...






sábado, 24 de outubro de 2009

Portão de Ferro...Cadeado de Madeira!!!!


Tudo vai passando, o agora já é passado...e eu vou pelas estradas para Sampa, buscar as energias fortes e vivificantes. Me arrepio só em pensar como será esta noite.. todos em terra....o chão vai vibrar, e eu vou estar lá com meus dois amigos que sempre me acompanharam....quando digo amigos porque são os verdadeiros, que falam o que não quero ouvir e ficam mudos quando quero ouvir....
Descortinei ilusões e descobri que não sou especial....que nada conspira a meu favor....que ganho bençãos quando não as desejo...e que os planetas vão continuar girando independente dos meus pensamentos.
Tudo é fatalidade e que o Sagrado está acima de tudo e principalmente de nós.
Vou voltar vidrada e minha mente estará ao mesmo tempo vazia e completa.

Portão de ferro....cadeado de madeira!!!
Acredite se quiser!!!